O sapo - pipa vive nos pântanos
da região amazônica. É
com certeza um dos anfíbios mais
estranhos que existe. Tem a boca desdentada,
olhos miúdos e seu corpo coberto
de verrugas parece um grande saco achatado.
Suas pernas dianteiras são finas
e os dedos compridos com um círculo
de filamentos na ponta. As pernas traseiras,
ao contrário, são gordas
e os dedos, palmados. Este sapo não
é inteiramente aquático;
ele cava o lodo à procura de
alimento.
O
método de reprodução
é ainda mais curioso. O casal abraçado
dá saltos mortais na água.
Quando a fêmea está submersa
ela elimina uns poucos óvulos junto
aos pés do macho. Ele os fecunda
e os gruda nas costas da fêmea. A
cena se repete até que ela tenha
várias dúzias de ovos, encerrando
cada um deles num pequeno caroço.
Dez semanas depois os ovos se abrem e os
filhotes começam a projetar - se
para fora dos caroços. Mas eles permanecem
aí por mais dois ou três meses,
alimentando - os de vermes e insetos aquáticos.
Depois de várias metarmofoses, transformam
- se em adultos em miniatura.