VAGA-LUME
Nome
comum: Vaga-lume
Nome em inglês: Glow worm
Nome
em Espanhol: luciérnagas
Nome em Italiano: Lucciola
Nome científico: Lampyris noctiluca
Classe: Insecta
Filo: Arthropoda
Ordem: Coleoptera
Família: Lampyridae
Característiccas:
Comprimento: 10 mm (macho); 12 a 20 mm (fêmea)
Característica: Só o macho:
2 asas e élitros
Com
seu corpo frágil, cor de terra, a fêmea
do vaga-lume pode somente arrastar-se no chão.
Como ela faz para chamar a atenção
dos machos alados que zumbem no ar quente da noite?
Para compensar a falta de asas, desenvolveu-se algo
muito especial durante a evolução
do vaga-lume: pequenas glândulas que segregam
luciferina, uma substância que em determinadas
condições se torna luminescente. A
luz verde é o sinal para que o macho interrompa
seu balé aéreo e venha juntar-se à
fêmea.
Essa
diferenciação tão marcada entre
os sexos é rara entre os coleópteros.
Existem espécies relacionadas em que ambos
os sexos são alados e
luminescentes.
A maioria das variedade são pequenos insetos
tropicais.
A
espécie Lampyris noctiluca é
a mais comum no Brasil. Sua larva luminescente é
muito parecida com a fêmea adulta. Lesmas
e caracóis são seu principal alimento,
mas ela é capaz de comer até criaturas
muito maiores que ela, injetando-lhe antes um líquido
paralisante. O estágio larval dura seis meses,
a maior parte dos quais passada debaixo da terra.
Ao emitir luz, a fêmea do vaga-lume corre
um risco, pois atrai seus predadores como carangueijos,
aves e rãs.
Como
é produzida a "luz"?
Uma
molécula de luciferina é oxidada por oxigênio, em
presença de trifosfato de adenosina, ocorrendo
assim a formação de uma molécula de oxiluciferina,
que é uma molécula energizada. Quando esta molécula
perde sua energia, passa a emitir luz. Esse processo
só ocorre na presença da luciferase, que é a enzima
responsável pelo processo de oxidação. As luciferases
são proteínas compostas por centenas de aminoácidos,
e é a seqüência destes aminoácidos que determina
a cor da luz emitida por cada espécie de vaga-lume.
Para cada molécula de trifosfato de adenosina
consumida durante a reação, um fóton de luz é emitido.
Portanto, a quantidade de luz enviada pelo vaga-lume
indica o número de moléculas de trifosfato de
adenosina consumidas.
Este processo é chamado de "oxidação biológica"
e permite que a energia química seja convertida
em energia luminosa sem a produção de calor. As
luzes têm diferentes cores, pois variam de espécie
para espécie e nos insetos adultos facilitam a atração
sexual. Os lampejos equivalem ao início do namoro:
são códigos para atrair o sexo oposto. Mas a luminescência
também pode ser usada como instrumento de defesa
ou para atrair a caça.
Lucia
Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe