Saúde Animal

Saude Animal

Saúde Animal

Sloughi




caes_logo

slougui3O árabe mantém e protege o slougui como parte integrante da própria família, dedicando-lhe todos os cuidados possíveis; ao mesmo tempo despreza todos os demais cães.

A atenção dedicada ao slougui chega às vezes a inverter a exata valorização de coisas e afetos: não é estranho que uma tribo sinta maior dor pela morte do cão, que pela morte de um de seus componentes. Os povos do norte da África, especialmente os nômades, os utilizam para a caça ou para a guarda.

O conhecido naturalista Hilzhelmer, que passou algum tempo em Kordofan, conta que na aldeia de Melbess teve ocasião de ver lindíssimos lebreis diante de todas as casas, que se mostravam muito vigilantes e protegiam o povo das hienas e dos leopardos que ousassem aproximar-se; somente contra o leão não se mostravam tão decididos. A sua atividade começava ao cair da noite: deitavam-se nos tetos de palha das vivendas e desses observatórios tão especiais exerciam a vigilância. Apenas se aproximava um animal de rapina (o que ocorria todas as noites), fosse hiena, leopardo ou cão selvagem, o primeiro cão que divisava o inimigo lançava-se rapidamente e em um instante todos os demais abandonavam as suas posições para imitá-lo: reunidos em matilha, faziam fugir os depredadores matando uma parte deles, e voltavam imediatamente ao lugar de guarda, de onde continuavam com a sua vigilante proteção dos donos que repousavam.

Sobre as origens do slougui resta pouco para dizer depois do escrito sobre a descendência do grupo de lebréis. O progenitor do slougui seria o antigo lebrel egípcio representado nos monumentos faraônicos.

destaque_slouguiPadrão da Raça – Bruno Tausz

Padrão FCI nº 188 – 27 de abril de 1998 / P.
Data da publicação: 08-01-1998.
Origem: Marrocos.
Nome de origem: Sloughi
Utilização: lebrél.
Classificação FCI – grupo 10 – Lebréis;
– Seção 3 – Lebréis de pêlo curto.
– Sem prova de trabalho, com licenciamento para corrida.

ASPECTO GERAL – pelo seu comportamento, pela delicadeza de sua pele e pela fina espessura muscular, se apresenta como um cão muito veloz e elegante.
– –
PROPORÇÕES – para machos com um porte ideal de 70 cm na cernelha, o comprimento do seu tronco desde a ponta dos ombros até a ponta do ísquio deve ser de 67 a 68 cm. Para uma fêmea com o porte ideal de 65 cm o comprimento do seu tronco desde a ponta dos ombros até a ponta do ísquio deve ser de 62 a 63 cm.
A proporção entre o comprimento do corpo (da ponta dos ombros até a ponta do ísquio) e a altura na cernelha deve ser de 0,96 (9,6: 1 0).
A proporção entre a profundidade do peito e a altura na cernelha deve ser 0,4 (4: 10).
A proporção entre o comprimento do focinho e o comprimento do crânio deve ser de 0,5 (1: 2)
– –
TALHE – altura na cernelha: machos 66 à 72 cm e fêmeas 61 à 68 cm.
– – comprimento: (padrão não comenta).
– peso: (padrão não comenta).
– –
TEMPERAMENTO – embora nobre e arrogante, ele é muito ligado a seu dono e o defenderá em caso de necessidade.
Com um instinto de caça, capaz de agüentar esforço, ele também aprecia o conforto do lar.
– –
PELE – muito fina, bem ajustada ao corpo, sem pregas ou barbelas.
— –
PELAGEM – pêlos muito curtos, densos e finos.
– –
COR – do areia claro através de todas as nuanças possíveis do fulvo avermelhado, com ou sem máscara, com ou sem manto negro, com ou sem rajado preto, com ou sem revestimento preto.
– –
CABEÇA – visto de perfil, é longa e refinada, delicada mas preferencialmente robusta. Vista de cima, sua forma é de uma cunha muito longa, o crânio sendo a parte mais larga adelgaçando para a ponta da trufa.
– Crânio – mais para largo, visto de perfil, chata; de uma orelha à outra o crânio mede de 12 a 14 cm. O crânio é nitidamente arredondado na região caudal arredondando harmoniosamente para os lados. As arcadas superciliares são escassamente projetadas, o sulco frontal é fortemente marcado e a protuberância e a crista occipital são apenas visiveis.
– Stop – fortemente pronunciado.
– Focinho – tem a forma, sem exageros, de uma cunha alongada e é perceptivelmente tão longo quanto o crânio. A cana nasal é reta desde sua raiz.
– Trufa – preta. Robusta o suficiente para evitar ser beliscada. Narinas bem abertas. A pele da trufa não sendo sustentada pela estrutura esquelética é ligeiramente inclinada.
– Lábios – finos e macios, apenas cobrindo a mandíbula, a comissura labial deve ser o menos visível possível.
– Mordedura – dentes normais, mandíbula forte e com boa oclusão. Mordedura em tesoura.
– Olhos – grandes, escuros, bem inseridos nas órbitas, por vezes cobertos por uma pálpebra com uma leve obliqüidade. Expressão suave, um pouco triste, e olhar nostálgico. Com a pelagem clara, os olhos podem ser de cor âmbar. A rima das pálpebras são bem pigmentadas.
– Orelhas – inseridas altas, acima da linha dos olhos, caindo rente às faces, não muito longas, triangulares com as pontas ligeiramente arredondadas.
– –
PESCOÇO – longo, emergindo bem dos ombros e com a linha superior ligeiramente arqueada. O comprimento é perceptivelmente igual ao comprimento da cabeça. A pele é fina, ajustada sem barbelas; o pêlo é muito liso.
– –
TRONCO –
– Linha superior – suave e harmoniosamente curva, com os íleos proeminentes, de altura igual ou ligeiramente superior à da cernelha.
– Cernelha – bem projetada.
– Dorso – curto, quase horizontal.
– Peito – não muito largo; sua profundidade dificilmente atinge o nível dos cotovelos. De comprimento bem desenvolvido.
– Costelas – chatas
– Ventre – esterno longo e projetado, ventre e flancos bem esgalgados.
– Lombo – curto, seco, largo e ligeiramente arqueado.
– Linha inferior – A linha inferior suavemente curva, nem abruptamente esgalgada nem como o whippet.
– Garupa – boa ossatura, larga e oblíqua, mas não escarpada.
– –
MEMBROS
Anteriores – membros verticais e paralelos.
– Ombros – longos e inclinados.
– Braços – fortes.
– Cotovelos – (padrão não comenta).
– Antebraços – bem musculados e boa ossatura.
– Carpos – (padrão não comenta).
– Metacarpos – flexíveis e fortes.
– Patas – flexíveis, em forma de oval alongada. Na maior parte dos Sloughis de estrutura alongada as patas assumem a forma de patas de lebre. Os dois dígitos mediais são nitidamente mais longos que os outros. As unhas são pretas ou bem pigmentadas.
– –
Posteriores – visto por trás, são verticais e paralelos; músculos chatos, tendões bem cinzelados.
– Coxas – chatas e musculadas.
– Joelhos – (padrão não comenta).
– Pernas – longas e bem musculadas.
– Metatarsos – fortes, sem ergôs.
– Jarretes – fortes e bem angulados.
– Patas – flexíveis, em forma de oval alongada. Na maior parte dos Sloughis de estrutura alongada as patas assumem a forma de patas de lebre. Os dois dígitos mediais são nitidamente mais longos que os outros. As unhas são pretas ou bem pigmentadas.
– –
Cauda – fina, seca, inserida alinhada com a garupa e portada abaixo da linha do dorso. Devendo seu comprimento alcançar, no mínimo, a ponta dos jarretes. Em repouso, a ponta forma uma curva acentuada.
– –
Movimentação – passo, trote, galope. Movimentação fluente, suave, com passadas longas e boa cobertura de solo.
– –
Faltas – avaliadas conforme a gravidade.
· Proporções erradas entre o comprimento do tronco e a altura na cernelha.
· Cabeça e tronco ligeiramente pesados.
· Stop excessivo ou insuficiente.
· Olhos muito claros.
· Linha superior diferente da horizontal.
· Garupa estreita, muito ou insuficiente inclinada.
· Ventre insuficientemente esgalgado.
· Costelas arredondadas.
· Peito insuficientemente longo, visto de perfil insuficientemente profundo ou muito arqueado.
· Cauda muito curta, muito peluda ou mal portada.
· Músculos arredondados e protrusos.
· Pêlos duros e rústicos.
· Pequena mancha branca no antepeito.
– –
Faltas graves – (padrão não comenta).
– –
DESQUALIFICAÇÕES – as gerais.
· Tronco nitidamente mais longo que alto, íleo mais baixo que a cernelha.
· Áreas despigmentadas nas mucosas.
· Prognatismo superior ou inferior.
· Orelhas eretas, ou semi-eretas com as pontas caídas, muito longas, dobradas para trás (em rosa).
· Pelagem semi longa.
· Franjas nos membros ou cauda.
· Meias brancas, manchas brancas grandes.
· Cor em desacordo com o padrão.
– –
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe