Saúde Animal

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Tatu-bola




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tatu_bolaNOME VULGAR: Tatu-bola; Tatu-apara; Bola; Bolinha; Tranquinha;
Tatu-bola-do-nordeste
FATORES DE AMEAÇA:Caça, destruição e alteração do hábitat.
FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Cingulata
FAMÍLIA: Dasypodidae
NOME CIENTÍFICO: Tolypeutes tricinctus
CARACTERÍSTICAS:
Comprimento: até 45 cm, mais 8 cm, para a cauda.
Peso: até 1.5 Kg
Habitat: Caatinga do Nordeste
Filhotes: Um, no máximo dois filhotes
PLANO DE AÇÃO: PAN Tatu-bola
CENTROS DE PESQUISA: CPB
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO:
– Flona de Negreiros² (PE)
– Parna Grande Sertão Veredas² (BA/MG),
– Revis das Veredas do Oeste Baiano², Esec Raso da Catarina² (BA);
– Parna da Serra da Capivara², Parna da Serra das Confusões² (PI)
– Esec da Serra Geral do Tocantins² (TO/BA);
– PE do Jalapão¹ (TO).

O tatu-bola é o menor tatu braslieiro. o único tatu endêmico, isto é, que existe apenas no nosso Brasil e o mais ameaçado, porque, como não cava bem como os outros tatus, é mais fácil de ser caçado na região da seca, onde há pouca comida.

Para se defender, esse tatu se enrola completamente, formando uma bola, daí o nome popular, e o rabo e a cabeça se adaptam como num quebra-cabeça, protegendo o corpo do tatu, o que não o defende do homem.

Por ser muito caçado o tatu-bola desapareceu do Sergipe e no Ceará, mas ainda existe na Bahia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte, nas regiões ainda despovoadas. Apesar de protegido por lei, esse animalzinho é caçado até dentro do Parque Nacional da Serra da Capivara e da Estação Ecológica do Raso da Catarina, áreas de conservação, onde no passado o tatu-bola existia em quantidade.

Para salvar essa espécie, os cientistas propuseram estudos para criação em cativeiro e principalmnte programas de educação ambiental para a poupulacão da área onde ainda sobrevive essse tatu. O problema é que esse bicho vive justamente na região mais pobre e carente do Brasil e, sem educação, nunca se consiguirá que o caboclo com fome deixe de pegar o tatu para comê-lo, se tiver oportunidade.

O tatu-bola se diferencia de sua espécie irmã pela presença, de 5 unhas nas patas anteriores. Durante a época de acasalamento, observa-se mais de um macho acompanhando uma mesma fêmea, o que facilita ainda mais a captura de vários exemplares por vez. As fêmeas produzem, por ninhada, um ou mais raramente 2 filhotes, que nascem completamente formados. Alimenta-se de cupins, formigas, areia e material vegetal.

Lucia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe